O Flamengo encerrou a rodada com uma estatística que nenhum clube deseja ostentar: seis expulsões no Brasileirão 2026, número que empata com o Coritiba no topo negativo da tabela disciplinar. Para piorar, cinco dessas punições foram cartões vermelhos diretos — e o desempenho coletivo nessas partidas reflete o problema.
Das seis rodadas em que o time de Leonardo Jardim ficou com inferioridade numérica, o Flamengo conquistou apenas uma vitória, um triunfo de virada por 2 a 1 sobre o Fluminense na 11ª rodada do campeonato — curiosamente com Carrascal também expulso naquela tarde no Maracanã.
Nos demais confrontos, o balanço foi desfavorável: três derrotas — para São Paulo (2 a 1), Bragantino (3 a 0) e Palmeiras (3 a 0) — e dois empates, com Corinthians e Athletico-PR, ambos em 1 a 1. Vale destacar que no jogo contra o São Paulo, a expulsão de Jorginho ocorreu depois do apito final, sem influência no placar.
A única expulsão por duplo amarelo veio contra o Athletico-PR, quando Danilo recebeu o segundo cartão. Todas as outras foram penas sumárias: Evertton Araújo, por entrada dura em Breno Bidon no duelo com o Corinthians; Erick Pulgar, após agressão a Herrera no confronto com o Bragantino; e duas do colombiano Carrascal.
A mais recente ocorreu no último sábado. O árbitro Davi de Oliveira Lacerda enquadrou Carrascal por jogo brusco grave, ao considerar que o meia levantou a sola sobre Murilo, do Palmeiras, atingindo-o no peito e no rosto mesmo tendo tocado na bola antes. Para Jardim, a punição foi desproporcional: "Há diferença entre jogo agressivo e pé alto. No meu entendimento, foi mais pé alto — e pé alto, normalmente, é cartão amarelo."

