A Conmebol encerrou a questão disciplinar envolvendo o duelo entre Independiente Medellín e Flamengo em 7 de maio com uma decisão contundente: vitória por W.O. ao clube carioca. O resultado administrativo, fixado em 3 a 0 conforme o artigo 24.2 do Código Disciplinar da entidade, foi consequência direta da falha do clube colombiano em garantir as condições mínimas de segurança no Estádio Atanasio Girardot.
O episódio que originou a suspensão da partida envolveu uma tumultuada manifestação da torcida do Medellín ainda nos minutos iniciais. Apoiadores do clube colombiano invadiram o gramado, atearam fogo em parte da arquibancada e arremessaram barreiras metálicas em direção ao campo. Um jornalista foi atingido por objetos antes mesmo de a bola rolar. O árbitro venezuelano Jesús Valenzuela não teve outra saída: ordenou o retorno imediato das delegações aos vestiários. Os protestos miravam o acionista majoritário Raúl Giraldo e refletiam o clima de insatisfação com a campanha da equipe na temporada.
Além da derrota por W.O., a Conmebol impôs um pacote severo de sanções ao Medellín. Os cinco próximos jogos do clube como mandante em competições continentais acontecerão com portões fechados. Em paralelo, a torcida visitante do time colombiano estará proibida de comparecer nas duas próximas partidas fora de casa. No campo financeiro, as multas somam mais de US$ 116 mil, divididas entre infrações disciplinares, danos à unidade móvel de transmissão e ressarcimento de materiais danificados. A entidade deixou claro que novas reincidências acarretarão punições ainda mais severas.
Para o Flamengo, o desfecho é altamente favorável. Com os três pontos herdados, o Rubro-Negro chega a 13 na fase de grupos e garante a primeira colocação do Grupo A com uma rodada de antecedência. O próximo compromisso é contra o Cusco, na terça-feira (26), no Maracanã — duelo em que o clube pode ratificar o posto de líder. O Medellín, por sua vez, tem até sete dias corridos para recorrer da decisão junto à Comissão de Apelações da Conmebol.

